A Região Nordeste é a líder entre as regiões mais propensas à ocorrência de desastres naturais de acordo com o relatório Crianças, Adolescentes e Mudanças Climáticas no Brasil - 2022 publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Desastres naturais no Brasil entre 2003 e 2018
O relatório utiliza dados do Relatório Final de Mudanças Climáticas, Redução de Riscos de Desastres e Emergências em Saúde Pública nos níveis Global e Nacional e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), obtidos no Censo 2010.
Os desastres naturais são divididos em cinco tipos pela classificação e codificação brasileira de desastres: geológico, hidrológico, meteorológico, climatológico e biológico. Considerando todos eles, a Região Nordeste lidera o índice de ocorrência de desastres no período analisado (2003 a 2018), com 60,3% dos eventos ocorrendo na área.
As demais regiões do País tiveram uma quantidade consideravelmente menor de desastres naturais em relação ao Nordeste: Sul (21,2%), Sudeste (13,6%), Norte (2,9%) e Centro-Oeste (2%).
Relatório da Unicef
O relatório Crianças, Adolescentes e Mudanças Climáticas no Brasil - 2022 tem o objetivo de minimizar os efeitos dos desastres sobre a população por meio do seu monitoramento, e tem ênfase na vulnerabilidade de crianças e adolescentes perante as mudanças climáticas.
De acordo com o documento, mais de 40 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a algum tipo de risco ligado a mudanças consequentes das alterações no clima. Esse número representa quase 60% do total dessa população no Brasil.
